Efeitos da Fisioterapia Aquática sobre a função pulmonar

O câncer (CA) de mama pode resultar em alterações físicas que geram perda da qualidade vida (QV). A fisioterapia aquática (FA) melhora a capacidade cardiorrespiratória, podendo reduzir problemas advindos da doença. Dessa forma, o presente estudo visou avaliar os volumes pulmonares, força muscular respiratória (FMR) e QV antes e após programa de FA em portadoras de CA de mama. Trata-se de estudo pré-experimental, que incluiu 11 portadoras de CA de mama após tratamento quimioterápico. O programa de FA abrangeu 34 sessões (03 vez por semana), compostas por 15 minutos de exercícios aeróbicos (aquecimento), 15 minutos de alongamentos, 10 minutos de exercícios resistidos e 10 minutos de relaxamento. As variáveis fisiológicas (pressão arterial, freqüência cardíaca [FC], saturação periférica de oxigênio e freqüência respiratória [FR]), os volumes pulmonares, a pressão inspiratória máxima (PImax) e pressão expiratória máxima (PEmax) bem como a QV, foram aferidas antes e após o programa de FA. As médias da idade e do IMC foram de 52,82 ± 7,22 anos e 24,99 ± 3,36 Kg/m2, respectivamente. Após o programa de FA, houve redução da FC (p=0,018) e da FR (p=0,003) bem como aumento da PImax (p=0,022) e PEmax (p=0,026). Os volumes pulmonares não alteraram, entretanto a QV melhorou significativamente (p=0,029). Conclui-se que a FA reduziu o trabalho respiratório e cardíaco bem como melhorou a FMR e a qualidade de vida, evidenciando o impacto positivo do programa de fisioterapia aquática em portadores de câncer de mama.

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